Estresse e Síndrome do Estresse Pós-Traumático

Estresse e Síndrome do Estresse Pós-Traumático

O estresse pode ser causado devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.

As causas que podem levar as pessoas ao estresse:

– Dor e mágoa
– Eventos: nascimentos, morte, guerras, reuniões, casamentos, divórcios, mudanças, doenças crónicas, desemprego e amnésia.
– Responsabilidades: Dívidas não pagas e falta de dinheiro
– Trabalho/estudo: provas, tráfego lento e prazos pequenos para projetos
– Relacionamento pessoal: conflito e decepção
– Estilo de vida: comidas não-saudáveis, fumo, alcoolismo e insônia
– Exposição de estresse permanente na infância (abuso sexual infantil).

O estresse pode ativar o sistema nervoso simpático e o autónomo e assim liberando em excesso os hormônios incluindo a adrenalina/epinefrina e o cortisol.

Transtornos de estresse pós-tramáticos

Critérios Diagnósticos do DSM-IV

Exposição a um evento traumático no qual os seguintes quesi­tos estiveram presentes:

  1. A pessoa vivenciou, testemunhou ou foi confrontada com um ou mais eventos que envolveram morte ou grave feri­mento, reais ou ameaçados, ou uma ameaça à integridade fisica, própria ou de outros,
  2. A resposta da pessoa envolveu intenso medo, impotência ou horror.

    O evento traumático é persistentemente revivido em uma (ou mais) das seguintes maneiras:
     
  3. Recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas do evento, incluindo imagens, pensamentos ou percepções,
    2. Sonhos aflitivos e recorrentes com o evento,
    3. Agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocor­rendo novamente (inclui um sentimento de revivência da experiência, ilusões, alucinações e episódios de flashbacks dissociativos, inclusive aqueles que ocorrem ao despertar ou quando intoxicado),
    4. Sofrimento psicológico intenso quando da exposição a indícios internos ou externos que simbolizam ou lembram algum aspecto do evento traumático
    5. Reatividade fisiológica na exposição a indícios internos ou externos que simbolizam ou lembram algum aspecto do evento traumático. Esquiva persistente de estímulos associados com o trauma e entorpecimento de responsividade geral (não presente antes do trauma), indicados por três (ou mais) dos seguintes quesitos:
  4. Esforços no sentido de evitar pensamentos, sentimentos, ou conversas associados com o trauma,
    2. Esforços no sentido de evitar atividades, locais ou pessoas que ativem recordações do trauma,
    3. Incapacidade de recordar algum aspecto importante do trauma,
    4. Redução acentuada do interesse ou da participação em atividades significativas,
    5. Sensação de distanciamento ou afastamento em relação outras pessoas,
    6. Faixa de afeto restrita (p. ex., incapacidade de ter sentimentos de carinho);
    7. Sentimento de um futuro abreviado (p. ex., não espera ter uma carreira profissional, casamento, filhos, ou um período normal de vida).


Sintomas persistentes de excitabilidade aumentada (não presente antes do trauma), indicados por dois (ou mais) dos seguintes quesitos:

  1. Dificuldade em conciliar ou manter o sono
  2. Irritabilidade ou surtos de raiva
    3. Dificuldade em concentrar-se
    4. Hipervigilância
    5. Resposta de sobressalto exageradaA duração da perturbação superior a um mês.

    A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo o prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

    Considerações gerais

Por definição, um paciente não pode ter transtornos de estresse pós-traumático sem já te vivenciado um ou mais eventos traumáticos; portanto, esses eventos devem de alguma forma estar envolvidos na etiologia do transtorno de estresse pós-traumático. Muito do impulso inicial para codificar o transtorno no DSM-IV partiu de profissionais da saúde mental com um forte senso de justiça em relação aos veteranos da guerra do Vietnã cujos sofrimentos mentais pareciam inadequadamente apreendidos pelas nosologias diagnósticas existentes antes de 1980. Consequentemente, na época em que os critérios para o transtorno estavam sendo codificados (1980), havia uma forte tendência teórica a retratar o transtorno de estresse pós-traumático como a consequência inevitável dos próprios eventos traumáticos esmagadores.

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